terça-feira, fevereiro 06, 2007

Será que o nosso humor é contagiante?

Resolvi escrever este artigo, depois de ter recebido um pedido de um dos meus coachees para falarmos um pouco sobre o humor, partindo de uma sessão onde haviamos discutido pontos de acolhimento, de saber dizer não e de não nos deixarmos influenciar e não influenciarmos negativamente o humor daqueles que nos cercam.
A resposta para a pergunta do título é que acho que sim. Quantas vezes nos pegamos com mau humor e não nos damos conta do porque?
O humor nos contagia positiva ou negativamente com uma velocidade incrível. O bom humor tem a ver com alegria, paz de espírito, com confiança, e eqüilíbrio.
O humor está ligado à nossa qualidade de sono, ao brilho de nossa face, de nosso olhar, tem a ver com nossas vitórias, realizações e com o quanto sabemos comemorá-las e apreciá-las.
O nosso humor tem a ver com a forma com a qual encaramos a vida, o bom humor é fonte de energia inesgotável já o mau humor, esvazia, cansa faz doer.
Bom humor tem tudo a ver com felicidade, contentamento e se você tem se despertado bem humorado, seu dia fica mais bonito. Felicidade e contentamento trazem satisfação e um coração satisfeito retroalimenta o bom humor – é um círculo virtuoso – que não podemos descuidar. Quem já não experimentou uma fase chamada de “gangorra emocional”? Momentos de bom humor, outros de mau humor.
A busca pela repetição da experiência de alegria nos faz muitas vezes entrar em ondas de consumismo, do ter mais do que ser mais, da competitividade e da agressividade descabidas.
Mas o resultado do consumismo é muito de curto prazo meio que um sentimento de anti-climax, pois acabamos de conquistar algo e já estamos partindo para outro objetivo sem ao menos celebrar a vitória recente.
Assim entramos numa espiral na busca quase doentia de novidades, mudanças, de algo a mais que nem sabemos exatamente o que é se realmente as desejamos ou se estamos agindo por puro impulso.
Explorando as lições do filme “The Secret” ao invés de ficar mal humorado com o que não tenho quero tomar o caminho da conquista e conseqüentemente da atratividade. É dito que aquele que é livre de desejos temporários é visto como uma estrela brilhando constantemente com satisfação.
O segredo é tornar a mente satisfeita a partir do que tenho e não querer satisfazê-la a partir do que não tenho alimentando o bichinho da frustração.
Procuro combater as crenças irracionais aceitando as pessoas como elas são, sem julgar, procurando evitar perguntas como: “Por que esta situação surgiu na minha vida? Por que isso só acontece comigo? Por que essa pessoa é assim?”.
Gere sorrisos, se tiver em mente que você é aquilo que pratica, comece a escolher práticas que proporcionem melhores resultados, pois acolher o outro e ser gentil requer SuperAção, InovAção e muita Ação.
Seja uma pessoa que inspire as outras, não tenha medo do isolamento e finque firme os pés nos pensamentos de qualidade, e assim o círculo virtuoso que mencionei antes continua sendo alimentado.
O acolhimento passa por nos conhecermos bem, e muitas vezes o simples fato de ouvir o outro, oferecer um sorriso, uma palavra amiga, ser solidário promove mudanças imprevisíveis em você e naqueles que o cercam.
O bom humor como investimento produz jovialidade e espontaneidade como resultado, e vira sinônimo de garantia do capital aplicado, tanto utilizado no mercado financeiro.
As empresas mais e mais estão preocupadas pois contratam talentos e demitem atitudes, ficando reféns dos consultores de RH ao invés de seguirem o caminho mais simples por exemplo de trazerem para seus quadros, profissionais tecnicamente competentes mas que saibam desenvolver o lado interpessoal eqüilibradamente.
Quando a pessoa está feliz no trabalho, ela se sente mais motivada e, conseqüentemente, produz mais e melhor, acredito nisso piamente, mas sem perder o contato com a realidade pois quando valorizado apenas em prol do aumento da produtividade, o humor deixa de ser um instrumento de alegria e de promoção do bem-estar no trabalho.
Wellington Nogueira, um dos idealizadores do bem-sucedido Doutores da Alegria, critica o humor como puro recurso de melhoria dos resultados da empresa. Para ele, o fazer sorrir deve ser muito mais fruto da preocupação com o ser humano, sua saúde, bem-estar e sua relação com a vida e as pessoas.
Sorriso ou gargalhada?
Quando contamos algo alegre para alguém, esta pessoa fica presa ao que estamos contando e muitas vezes ela passa a ter a experiência que estamos tendo de entusiasmo e motivação. Bom humor tem a ver com sorriso, que é mais nobre do que a gargalhada. O sorriso vem do coração. É um compartilhar de algo bom que flui de dentro para fora, enquanto que a gargalhada manifesta a extroversão.
A gargalhada pode ser mais superficial o sorriso é mais difícil de ser forjado, lembro aqui a expressão sorriso amarelo, forçado sem expressão.

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